O exercício físico melhora a função cognitiva em doentes com DP

O exercício físico melhora a função cognitiva em doentes com DP?

A doença de Parkinson além de sintomas motores apresenta variados sintomas não motores, dentro dos quais a demência é um dos mais predominantes. Este é um sintoma que preocupa tanto a pessoa doente como os seus familiares, pelo impacto negativo que causa junto deles.

A boa notícia é que é possível preservar ou melhorar as funções cognitivas através do exercício físico em pessoas com Doença de Parkinson!

cognitive function

A revista PLOS ONE lançou uma revisão da literatura, onde procurou avaliar ao efeito do exercício físico na função cognitiva em doentes de Parkinson. Para tal, foram procuradas todas as publicações científicas dos últimos dez anos que avaliassem o pretendido.

Como resultado demonstrou-se que, em geral, os programas de exercícios físico promovem a preservação ou melhoria da função cognitiva em pessoas com Doença de Parkinson. Ainda foi possível apurar que as formas de exercício físico que melhores resultados obtiveram ao nível da função cognitiva foram: treino na passadeira, treino cognitivo combinado com fortalecimento e alongamentos, dança em especial tango adaptado. 

As melhorias mais significativas foram encontradas no treino de passadeira. contudo salienta-se os exercícios foram realizadas pelo menos duas a três vezes por semana durante 40 a 90 minutos em cada sessão, num período mínimo de 24 meses. 

Com estas evidências mais uma vez se aconselha a prática de exercício físico a todos as pessoas com Doença de Parkinson, preferencialmente o especializado. Visto que, o exercício físico realmente melhora a função cognitiva em doentes com DP. Para mais informações contacte-nos e fale com um dos nossos fisioterapeutas especialistas!

Efeito Protector do Exercício Físico nas Doenças Neurodegenerativas

Efeito Protector do Exercício Físico nas Doenças Neurodegenerativas

Não é novidade que a prevalência das doenças neurodegenerativas como a Doença de Alzheimer e a Doença de Parkinson aumenta, significativamente, com a idade. Também é sabido que existem factores genéticos e ambientais que contribuem para o seu surgimento. Mas qual será o efeito protector do exercício físico nas doenças neurodegenerativas?


Segundo estudos científicos, o exercício físico possui um efeito protector ao nível da progressão das doenças neurodegenerativas. Mais especificamente, o exercício físico intenso aumenta o batimento cardíaco, aumentando por sua vez o fluxo sanguíneo no cérebro, estimulando diversos mecanismos neurobiológicos nos tecidos cerebrais que melhoram assim o funcionamento do cérebro.

 

Os efeitos Protetores do Exercício na Doença de Alzheimer 

Vários estudos suportam a ideia de que a actividade física é um instrumento poderoso na prevenção da Doença de Alzheimer e demência em pessoas idosas. Descobriu-se que o exercício físico reduz em 45% o risco de desenvolver demência. E também se estima que entre 13% a 20% dos casos de Alzheimer na Europa se devem a inactividade física.

Como pode proteger-se?

Realize actividades de intensidade moderada-vigorosa, pelo menos 3 vezes por semana: caminhar/correr, subir/descer escadas, andar de bicicleta, nadar, praticar aeróbica, hidroginástica, treino de força, treino de alongamentos, entre outras actividades.

 

Os efeitos Protectores do Exercício na Doença de Parkinson

Vários estudos sugerem que o exercício físico também pode prevenir o desenvolvimento da Doença de Parkinson. O risco de desenvolver esta patologia está inversamente associado à frequência e intensidade de actividade física praticada ao longo da vida e ao período em que a mesma é praticada.

Na pratica, o exercício físico revelou-se protector, particularmente, nas suas versões mais intensas e quando praticado entre os 35 e 39 e/até ao resto da vida. Podendo decrescer em 40%, o risco de desenvolver esta patologia.

Em relação à intensidade, a pratica de exercício de intensidade elevada apresentou um risco mais baixo, de cerca de 40%, de desenvolver a doença, comparativamente com a pratica de actividades de baixa intensidade. Outro factor que pode estar relacionado com o surgimento desta doença é o tipo de emprego, sendo que as profissões mais sedentárias apresentam maior risco ao invés de profissões mais activas.

 

Como se pode proteger?

Pratique actividades de alta intensidade, como andar de bicicleta, aeróbica ou ténis, pelo menos 3 vezes por semana e evite uma vida sedentária.

 

Em suma, o exercício físico demonstrou-se essencial na protecção das doenças neurodegenerativas. Tornando-se assim um verdadeiro aliado na prevenção de doenças como a de Alzheimer ou Parkinson. No entanto ainda não se sabe concretamente qual(ais) os melhores exercícios para proteger o nosso sistema nervoso destas doenças. Pelo que é importante a ajuda de um profissional especializado para que este intervenha adequadamente tendo em conta as características de cada um.

Fui diagnosticado(a) com Doença de Parkinson… e agora?

Fui diagnosticado(a) com Doença de Parkinson… e agora?

Agora é hora de obter ajuda adequada ao seu caso. A sua vida não acabou!

É um facto que a Doença de Parkinson não tem cura, contudo, é possível controlar alguns dos sintomas e prevenir a progressão da doença – a intervenção precoce revela-se fundamental neste processo!

Procurar um Neurologista especializado

São muitas as variantes nas doenças neurológicas e só um profissional especializado poderá avaliar e diagnosticar devidamente o seu caso.

É fundamental que recorra a um neurologista experiente em Doenças do Movimento, em que se insere a Doença de Parkinson.

Formas de tratamento

O tratamento farmacológico é o primeiro passo mas, não menos importantes, são as terapias especializadas que atuam a nível físico, cognitivo e emocional. Estas funcionam como um complemento à terapia medicamentosa devendo ser encaradas como outro “medicamento” e realizadas com a regularidade devida. As mesmas ajudam a atenuar e a melhorar os sintomas motores e não motores, sendo fortes aliadas na prevenção da progressão da doença e não apresentando efeitos secundários.

Nesta doença, a intervenção precoce de uma equipa multidisciplinar é fundamental!

Procure tratamentos/terapias especializadas

É importante que procure uma intervenção especializada e personalizada, recorrendo a profissionais de saúde experientes em Doença de Parkinson.

Neurofisioterapia, Nutrição, Terapia da Fala, Psicologia e Estimulação Cognitiva são algumas das terapias aconselhadas, mas só após uma avaliação global do seu caso clínico, poderá compreender quais as melhores abordagens terapêuticas, a regularidade e a intensidade das mesmas.

Esclareça-se com o especialista!

Procurar informação faz parte do processo. Querer saber como funciona a doença, o que fazer e como é que ela vai influenciar a sua vida é natural. No entanto, a Doença de Parkinson manifesta-se de várias maneiras e nem sempre aquilo que lê na internet será adequado ao seu caso. Desta forma, é importante procurar fontes de informação credíveis e profissionais de saúde especializados na área que poderão responder às suas dúvidas.

Sabemos que é um caminho difícil, mas pode e deve procurar ajuda.