Efeito Protector do Exercício Físico nas Doenças Neurodegenerativas

Efeito Protector do Exercício Físico nas Doenças Neurodegenerativas

Não é novidade que a prevalência das doenças neurodegenerativas como a Doença de Alzheimer e a Doença de Parkinson aumenta, significativamente, com a idade. Também é sabido que existem factores genéticos e ambientais que contribuem para o seu surgimento. Mas qual será o efeito protector do exercício físico nas doenças neurodegenerativas?


Segundo estudos científicos, o exercício físico possui um efeito protector ao nível da progressão das doenças neurodegenerativas. Mais especificamente, o exercício físico intenso aumenta o batimento cardíaco, aumentando por sua vez o fluxo sanguíneo no cérebro, estimulando diversos mecanismos neurobiológicos nos tecidos cerebrais que melhoram assim o funcionamento do cérebro.

 

Os efeitos Protetores do Exercício na Doença de Alzheimer 

Vários estudos suportam a ideia de que a actividade física é um instrumento poderoso na prevenção da Doença de Alzheimer e demência em pessoas idosas. Descobriu-se que o exercício físico reduz em 45% o risco de desenvolver demência. E também se estima que entre 13% a 20% dos casos de Alzheimer na Europa se devem a inactividade física.

Como pode proteger-se?

Realize actividades de intensidade moderada-vigorosa, pelo menos 3 vezes por semana: caminhar/correr, subir/descer escadas, andar de bicicleta, nadar, praticar aeróbica, hidroginástica, treino de força, treino de alongamentos, entre outras actividades.

 

Os efeitos Protectores do Exercício na Doença de Parkinson

Vários estudos sugerem que o exercício físico também pode prevenir o desenvolvimento da Doença de Parkinson. O risco de desenvolver esta patologia está inversamente associado à frequência e intensidade de actividade física praticada ao longo da vida e ao período em que a mesma é praticada.

Na pratica, o exercício físico revelou-se protector, particularmente, nas suas versões mais intensas e quando praticado entre os 35 e 39 e/até ao resto da vida. Podendo decrescer em 40%, o risco de desenvolver esta patologia.

Em relação à intensidade, a pratica de exercício de intensidade elevada apresentou um risco mais baixo, de cerca de 40%, de desenvolver a doença, comparativamente com a pratica de actividades de baixa intensidade. Outro factor que pode estar relacionado com o surgimento desta doença é o tipo de emprego, sendo que as profissões mais sedentárias apresentam maior risco ao invés de profissões mais activas.

 

Como se pode proteger?

Pratique actividades de alta intensidade, como andar de bicicleta, aeróbica ou ténis, pelo menos 3 vezes por semana e evite uma vida sedentária.

 

Em suma, o exercício físico demonstrou-se essencial na protecção das doenças neurodegenerativas. Tornando-se assim um verdadeiro aliado na prevenção de doenças como a de Alzheimer ou Parkinson. No entanto ainda não se sabe concretamente qual(ais) os melhores exercícios para proteger o nosso sistema nervoso destas doenças. Pelo que é importante a ajuda de um profissional especializado para que este intervenha adequadamente tendo em conta as características de cada um.

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