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Sugestões para Exercitar o Cérebro

Com o avançar da idade é normal sentir que a sua memória ou a sua capacidade de fazer contas mentais já não é a mesma. Por vezes sente-se incapaz de concretizar algumas tarefas e desmotiva-se ainda mais porque não as faz com a mesma rapidez ou a mesma eficácia de antes.

 

Não se deixe ir abaixo ao pensar que já não tem solução para o seu problema. Saiba que o seu cérebro tem uma capacidade fascinante de se reorganizar e ajustar e só precisa que o exercite.

Trabalhe este “músculo” tal como  faz com o resto do seu corpo. Siga estas 7 sugestões.

 

1. Efeito novidade

Aprenda uma coisa nova ou busque saber coisas novas sobre assuntos que nunca pensaria pesquisar. Os estudos científicos revelam que o “efeito novidade”, ou seja, aprender coisas novas, estimula o cérebro a desenvolver novas conexões neuronais e a revelar um novo potencial.

A idade não é um impeditivo para descobrir como se toca um instrumento ou para aprender uma nova língua. 

 

2. Durma bem

Está comprovado que uma boa higiene do sono tem repercussões benéficas na memória. Não só será capaz de, durante o dia, estar mais atento e decorar coisas, assim como terá maior facilidade em aceder a recordações mais longínquas.

 

3. Mais exercício físico

O exercício físico é um excelente auxiliar para nutrir o cérebro de duas formas: o estímulo visual de uma caminhada num parque exercita as capacidades de atenção e, por outro lado, o aumento gradiente da passada aumenta o aporte de oxigénio e promove a produção neuronal, assim como promove a criação de novas ligações. 

 

4. Menos stress

O stress é o inimigo número um do Homem moderno, assim como o seu fiel companheiro. Habituamo-nos a viver desta forma para atingir determinadas metas, no entanto, acabamos por pagar uma fatura demasiado alta: perturbações da ansiedade, falta de qualidade de sono, variabilidade de humor, dificuldade na concentração e na

aprendizagem, etc. Desta forma, recomendamos-lhe que reserve um momento do seu dia para relaxar, fazer algo de agradável e descontraído e respirar fundo. Foque-se no momento, respire e disfrute sem pressas. 

 

5. Relacione-se com o mundo

Mantenha-se envolvido em atividades junto da comunidade onde reside. Experimente ir a passeios, participar em workshops ou tertúlias. O convívio social promove a criação de novos contactos, estreita a relação com pessoas com as quais se identifica e fortalece a sua rede de apoio. Os laços sociais permitem manter o corpo e a mente ativa, sentindo-se produtivo e ativo. Este ponto é preponderante para reduzir o risco de problemas cognitivos, de depressão e stress/ansiedade. 

 

6. Desafios mentais

Jogos de mesa como o xadrez, dominós e cartas podem parecer triviais, no entanto, constituem uma forma de manter ativa o funcionamento cognitivo. Aproveite para fazer hoje as palavras-cruzadas  e a sopa de letras do jornal, ou adquira um livrinho de desafios na papelaria. Esta é a maneira mais divertida de estimular o seu raciocínio, concentração, memória e percepção visual. 

 

7. Brinque com as palavras

Experimente ler de trás para a frente algumas palavras e frases. Vá mais além e, mentalmente, soletre uma palavra complexa e depois experimente fazê-lo no sentido inverso. Comece agora com a palavra: otorrinolaringologista. Vai ver que se vai surpreender e continuará, de forma divertida, a estimular a sua actividade cerebral.

 

 

@Sara Neves – Psicóloga Clínica

Estratégias para a Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa progressiva crónica caracterizada por sintomas motores e não motores. É uma doença causada em grande parte pelo défice de dopamina, um neurotransmissor, responsável pela ligação entre o sistema nervoso central e os músculos do corpo. Esta doença afeta 1% a 2% da população com idades superiores a 65 anos e mais de 4% acima dos 85 anos.

A Doença de Parkinson pode provocar algumas dificuldades nas tarefas do quotidiano e desta forma diminuir a qualidade de vida do doente. Para isto é imprescindível adotar algumas estratégias que visam contornar tais dificuldades, como:

Encorajar a pessoa a fazer tarefas sozinho, prestando auxilio só quando necessário: vestir e despir sozinho, cuidar da sua higiene pessoal.

Explicar passo a passo através da demonstração, a execução das tarefas: sentar o doente em frente de alguém para promover a imitação.

Planear e organizar a tarefa para que o paciente a execute com mais sucesso: Planear a roupa do dia e manter objetos pessoais organizados e no mesmo sítio.

Reforçar positivamente as tarefas bem realizadas evitando as chamadas de atenção: dar os parabéns quando realiza tarefa difícil.

Incentivar a participação em atividades prazerosas como, por exmplo, passear e dançar.

Procurar manter a pessoa ativa em pensamento e ação: construir o diário das memórias.

Procurar cuidados de saúde especializados nesta patologia (médico neurologista das doenças de movimento, neurofisioterapeuta, psicólogo, terapeuta da fala e nutricionista).

Assim, esteja atento a sintomas como, tremores em repouso, lentificação dos movimentos, quedas, falhas de memória e não hesite em marcar uma consulta para que possamos ajudar.

 

 

Equipa de Psicologia da Prinovhelp