Estilo de Vida Ativa e Parkinsonismo. Há relação?

A atividade física é um comportamento modificável com variados benefícios para a saúde. Já existem vários estudos sobre o efeito protetivo do exercício físico ao nível do cérebro, no entanto, ainda não sabemos se um estilo de vida mais ativo se relaciona com a incidência de parkinsonismo ou com a sua progressão.

Um estudo longitudinal colocou a seguinte hipótese: um estilo de vida mais ativo em idosos está associado a um menor risco de desenvolvimento de parkinsonismo e a uma progressão mais lenta da doença. Para testar a hipótese, estudou-se o nível de atividade física em 889 idosos de Chicago, através de um equipamento de monitorização de existência e/ ou progressão de Parkinsonismo, anualmente. Do total de participantes, 207 tinham diagnóstico de parkinsonismo e neles foi verificada a influência da atividade física na progressão da doença. Nos restantes participantes foi verificada a influência da atividade física no desenvolvimento de parkinsonismo.

Os resultados, após mais de 4 anos de análise, demonstraram que um maior nível de atividade física está associado a um risco reduzido de desenvolver Parkinsonismo. Verificou-se também, que os participantes que já apresentavam a doença no início do estudo, que praticaram atividade física diária obtiveram uma taxa mais lenta de progressão do parkinsonismo – cerca de 20% mais lenta.

Estudos como este são deveras importantes na medida em que é uma prioridade identificar os fatores de risco modificáveis que possam diminuir o encargo do parkinsonismo na população atual.

Neurofisioterapeuta Gabriela Fonseca

Especializada em Doenças de Movimento

 

Fonte: Oveisgharan, S., Yu, L., Dawe, R. J., Bennett, D. A., & Buchman, A. S. (2019). Total daily physical activity and the risk of parkinsonism in community-dwelling older adults. The Journals of Gerontology: Series A. doi:10.1093/gerona/glz111